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Tangará da Serra-MT, de de | 23 leitores Online.
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Do sonho a realidade
 

Os seis anos de história do Diário da Serra têm suas raízes há 25 anos. Evanir Tormes, o Mano Reski, fez sua estréia na imprensa pelas mãos do pai Olivo Tormes, na Rádio Havaí, da cidade paranaense de Capitão Leônidas Marques.
Na emissora, Mano Reski começou trabalhando como sonoplasta. Em seguida, foi promovido a repórter, passando a locutor de noticiários e, mais tarde, repórter esportivo e narrador. “Não faz muito tempo ainda fazia meus bicos”, diz Mano, mencionando os quebra galhos que fez, como para a Rádio Tangará, em Rondonópolis, há dois anos, quando o Grêmio - seu time do coração - disputou uma partida contra o União, pela Copa do Brasil.

 


Em 1985, Mano veio para Mato Grosso, trazendo consigo a esposa Silvana Andréia Teixeira Tormes e os filhos Diego (20) e Fabíola (19). Ramires, o terceiro filho, tem 14 anos e já nasceu em Mato Grosso. Bárbara, a caçula, chegou no final de 1999. Diego e Fabíola, cursaram respectivamente Publicidade e Jornalismo. Ramires estuda em Tangará e trabalha no DS. “E a Bárbara bagunça o coreto”, completa Mano Reski, em meio a gargalhadas e sob repreensão da esposa Silvana.
Cuiabá foi a primeira parada de Mano Reski e sua família em Mato Grosso. Mano chegou a atuar na Rádio Industrial de Várzea Grande, sendo contratado mais tarde pela pioneira emissora A Voz do Oeste. “Foi uma grande escola”, recorda Mano, citando como colegas os veteranos Laércio Arruda, Macedo Filho, Toninho de Souza e Oliveira Júnior.
A chegada em Tangará da Serra foi em julho de 1988. Mano foi trabalhar na Rádio Pioneira, passou pela Rádio Tangará e chegou à TV Terra, na época afiliada da extinta Rede Manchete. Nas emissoras de rádio atuou sempre na área esportiva, como repórter e narrador. Na TV é que teve a sua grande experiência jornalística. “Fiz de tudo, da cobertura esportiva à apresentação. Adquiri muita bagagem na televisão”, revela.
Veio o ano de 1996 e, depois do período político, Mano passou a colocar em prática um ideal há muito mentalizado. “Queria montar um jornal, desde que fosse diário. Já tinha aquele know how do dia-a-dia”, conta.
Entre todas as experiências que teve ao longo dos seus mais de 25 anos de atuação na imprensa, Mano Reski destaca a diferenciação do jornal em relação às emissoras de rádio e televisão. Para o fundador do DS, o rádio e a televisão possuem mais agilidade. “A importância de rádio, TV e jornal é a mesma, mas as características são bem diferentes. O rádio traz a informação mais crua, bruta, justamente por ser divulgada de forma instantânea. A televisão tem a imagem e uma característica de informação altamente sintetizada. Já o jornal é mais preciso, mais detalhista, mais marcante, já que a notícia impressa não é volátil por ser um registro mais perene. O profissional de jornal é obrigado a compreender mais a fundo a notícia”, observa.
Sobre o Diário da Serra, Mano Reski destaca que a filosofia do jornal é a imparcialidade. “Noticiamos os fatos como eles são, sem o condenável sensacionalismo. Aliás, sensacionalismo, jamais! Contamos a notícia pela notícia, deixando que o leitor tire as suas próprias conclusões”, diz, lembrando que o DS em nenhum momento, nos seus anos de existência foi interpelado em razão de notícias impróprias e sempre soube se retratar nos poucos equívocos que cometeu. Raramente é contestado quando divulga fatos polêmicos justamente por ser imparcial. “Somos avessos à prática de empurrar filosofias e posicionamentos goela abaixo. Não é assim que se faz jornalismo. Não é assim que os verdadeiros profissionais de imprensa atuam. Não podemos deixar de considerar que os nossos leitores são exigentes e esclarecidos. Temos um compromisso extremamente nobre, que é informar a população. Por isso, não abrimos mão da seriedade e imparcialidade ”, concluiu o diretor do Diário da Serra.

 
 
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